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terça-feira, 14 de abril de 2009

Corpo de Metal, Coração de Humano

Como prometido, aqui fica um relato de algumas considerações e recomendações que achei convenientes retirar desta semana.

Mais por favor do que por vontade própria, sábado fui ao cinema ver o “Marley e Eu”, de que já falei aqui no blog, na forma do artigo da Focus. Um dos problemas da revista é que raramente vemos os filmes antes de escrever o artigo, pois este que tem que sair antes da estreia do filme, e só vamos a antestreias as películas que têm direito a duas páginas ou mais. Nem contava ver o filme, pois julgava-o uma comédia romântica muito mais by-the-numbers. Surpreendeu-me muito! Dei por mim a chorar que nem parvo. Recomendo que vejam, mesmo que pareça só mais um filme com cães, não o é. Vale muito a pena, pois aborda as relações entre um casal de uma forma muito mais realista e adulta do que os outros filmes do género e até do cinema em geral.
Ah! E por falar em antestreias, na passada quarta-feira vi o Fast & Furious, que é sem dúvida o melhor dos quatro filmes da série, que recomendo a todos os que me lêem e gostem de velocidade e adrenalina. Quando a revista sair posto aqui no blog o que escrevi sobre ele para todos lerem! E ainda um perfil do Vin Diesel! As coisas que eu faço!

Já hoje fui ver o Knowing, com o Nicolas Cage. Daqui a uma semana postarei as minhas impressões, mas posso desde já adiantar que apesar de ser um filme fixolas, é muito inverosímil, especialmente no fim. Recomendo a grandes fãs de ficção-científica ou de filmes de catástrofes, mas não acho desaconselhável darem uma olhadela se estiverem curiosos.

No fim-de-semana aproveitei também para me actualizar nas novas séries de Anime que começaram este mês, entre elas grandes nomes, como a nova série de Hagane no Renkinjutsushi, traduzida para FullMetal Alchemist: Brotherhood.
Subtítulo à parte, há muito tempo que mal podia esperar para ver a nova série. Sempre fui fã da série antiga, e saber que a nova vai seguir fielmente a história retratada na manga em vez de seguir um caminho paralelo, como fez a primeira, é uma grande alegria para mim.

FullMetal Alchemist é a história de dois irmãos, Edward e Alphonse Elric, que vivem num mundo paralelo onde a alquimia não é uma arte ancestral, mas um poder mágico que vive em cada um dos seus habitantes. Quando a mãe deles morre, os dois irmãos, ainda crianças, tentam trazê-la de volta através desta arte, ignorando o seu princípio básico: a troca equivalente. Como para criar algo é preciso sacrificar uma coisa de igual valor, Alphonse perde o corpo e Edward perde um braço.
Depois de violar o maior tabu da alquimia, Edward teve de sacrificar uma perna para prender a alma do irmão a uma armadura, fazendo dele uma armadura vazia.

O primeiro episódio da nova série é tudo o que podia esperar, com o regresso de alguns dos melhores personagens de sempre da animação japonesa. Quem ainda não conhece, não tem melhor desculpa para começar a seguir a grande epopeia destes dois irmãos que lutam para reconstruir os seus corpos. A série nova é um reboot, e nada tem a ver com a antiga, apesar de contar com os mesmos seiyuus (actores de voz), e com o seu trabalho magnífico.
Entretanto também vi o primeiro episódio de Dragon Ball Kai, a nova série de Dragon Ball que reconta em 100 episódios os acontecimentos de Dragon Ball Z, de 291 episódios. Foi uma desilusão, pois esperava um remake com desenhos novos e de grande qualidade, tendo encontrado uma série que é basicamente um director’s cut. Só para fãs acérrimos! Mais vale sacar a série original.

Ah! Caso vos interesse, o filme artístico feito apenas com desenhos de Yoshitaka Amano (responsável pelo artwork da série Final Fantasy do I ao IX), experimentem fazer download do 1001 Nights. É uma viagem como nenhuma outra à imaginação de um criador sem igual.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Do Jogo para o Fracasso

Depois de uma adaptação ao cinema falhada em 1994, Street Fighter recebe uma nova versão sem grandes perspectivas de qualidade.

Street Fighter é uma das séries de videojogos de luta mais famosas e bem sucedidas de sempre. Como qualquer propriedade intelectual que se preze, ter sucesso é equivalente a despertar o interesse de Hollywood em fazer uma adaptação própria. Não é preciso enumerar mais do que Resident Evil, Alone in the Dark ou House of the Dead para se perceber que as adaptações de videojogos figuram entre o medíocre e o péssimo.

Quem se lembra da última versão cinematográfica que Hollywood fez de Street Fighter lembrar-se-á certamente dum filme deplorável em que Jean-Claude Van Damme era o protagonista. Quando A Lenda de Chun-Li foi anunciado, as esperanças aumentaram, mas por pouco tempo. Para começar, o filme resolveu descartar os personagens principais dos jogos, incidindo-se na personagem de Chun-Li (como o nome indica). Depois disso, o filme optou por uma abordagem infantil, auto-denominando-se de uma luta entre bem e mal, escuridão e trevas.

Chun-Li (Kristin Kreuk) é uma lutadora de rua que luta para proteger os mais fracos e para encontrar o seu pai, raptado pelo vilão do filme, Bison (Neal McDonogh) e pelo seu capanga Balrog (Michael Clarke Duncan). Também ao serviço de Bison estão Vega (Tabbo, dos Black Eyed Peas) e Cantana (Josie Ho). Pelo caminho, Chun-Li é ajudada pelo seu mestre, Gen (Robin Shou), pelo polícia Charlie Nash (Chris Klein) e a sua parceira Maya Snee (Moon Bloodgood).

O realizador Andrzej Bartkowiak, que adaptou (mal) ao cinema o videojogo Doom, volta a tentar manter algum do espírito do jogo original, através da acção, neste caso, os ataques especiais muito característicos da série da Capcom.

As lutas são o grande atractivo do filme, contando com o coreógrafo Dion Lam, de Spider-Man 2 e da trilogia Matrix. Os actores aguentaram um duro regime de treinos de artes-marciais e aprenderam a lidar com arames, mas as lutas deverão satisfazer qualquer pessoa que vá ao cinema ao domingo à tarde e deixe o cérebro em casa.

Em conclusão, resta recomendar a Hollywood que veja a adaptação em Anime (desenhos animados japoneses) de Street Fighter II. Não há melhor adaptação de um videojogo!