
Quem vai ao cinema ver Velozes e Furiosos não vai à procura da próxima Lista de Schindler; vai sim à procura de passar um bom bocado a ver cenas emocionantes e acrobacias que desafiam as leis da física. A quarta iteração da série é isso mesmo; um filme veloz, acrobático e cheio de adrenalina e testosterona.
Velozes e Furiosos é uma continuação da história do primeiro filme e junta de novo o corredor fora-da-lei Dominic Toretto (Vin Diesel - As Crónicas de Riddick) e o agente do FBI, Brian O’Conner (Paul Walker - Bobby Z), os protagonistas da primeira história.

De facto, o filme, a cargo do realizador Justin Lin, já responsável pelo terceiro filme da série, Velocidade Furiosa: Ligação Tóquio abusou bastante dos limites da realidade e do bom senso na sequência inicial, que acaba num acidente só possível de filmar em CG (gráficos de computador).
A qualidade do filme melhora bastante à medida que o enredo se vai desenvolvendo e que percebemos o que move as personagens a correr desta vez. Tanto as corridas como as perseguições, a pé e de carro, deixam de abusar do CG e são aquilo que deviam ser. Proezas reais com carros reais.
Os carros são realmente o destaque do filme, sendo d lamentar a grande ausência dos tunners de Ligação Tóquio. Mas nem só de carros se faz o eye-candy da película, havendo resmas de raparigas esbeltas pouco vestidas e a trocarem beijos que não são mais que fan-service para o espectador.

As representações dos actores são dentro da norma, não impressionando nem deixando nada a desejar. Afinal, num filme feito de planos com fracções de segundos há pouco espaço também para dar asas ao talento dos actores.
A música é dentro do estilo dos últimos filmes. Músicas rápidas, barulhentas e que combinadas com as imagens de carros a grande velocidade, conseguem aumentar ainda mais a adrenalina do próprio espectador. E que adrenalina!
A experiência de ver blockbusters no cinema é sempre muito mais estonteante, e este não é excepção. Apesar de acreditarmos sempre que tudo correrá bem para os personagens principais, quem conseguir meter-se dentro do filme vai adorar a viagem e o sentimento de velocidade desta longa-metragem.
