
Em Underworld e Underworld: Evolução assistimos ao culminar da guerra eterna entre duas das mais famosas raças de seres sobrenaturais do mundo da ficção. Underworld: A Revolta conta-nos como tudo começou, séculos antes de Selene (Kate Beckinsale – The Aviator, Van Helsing) resolver o conflito.
A grande surpresa desta prequela é a sua autenticidade: a história liga extremamente bem com o que foi contado nos filmes anteriores, relatando como as duas linhas descendentes do primeiro imortal, Alexander Corvinus, os aristocráticos vampiros e os selvagens lobisomens, lutam pela supremacia e pela sobrevivência. Nesta era, uma fêmea de lobisomem cativa dos vampiros dá à luz um filho aparentemente humano, Lucius (Michael Sheen – Frost/Nixon, The Queen). Viktor (Bill Nighty – Love Actually, Pirates of the Caribbean), o governante actual dos vampiros escraviza a nova raça nascida da prole de Lucius, os Lycans. Usando a sua forma humana para trabalho escravo e controlando a sua possibilidade de transformação com coleiras de prata, Viktor domina com uma mão de ferro.
Quando Sonja (Rhona Mitra – Shooter, The Number 23), a filha de Viktor, se apaixona por Lucius, forçado a ser ferreiro no castelo, as coisas dão para o torto. Quando Lucius arranja maneira de se libertar juntamente com outros prisioneiros, a guerra estala, com Sonja refém de Viktor.
Len Wiseman, realizador e escritor dos filmes anteriores – assim como de Die Hard 4.0 – volta a escrever o guião, mas deixa agora a realização propriamente dita a cargo de Patrick Tatopoulos, o desenhador das criaturas da trilogia. A continuidade com os anteriores está assegurada, pois o filme mantém o estilo das produções anteriores, recorrendo aos habituais efeitos especiais que só o grafismo de computador pode criar.
A ideia original sempre foi fazer uma história do género de Romeu e Julieta, o facto de finalmente esta se completar, fornecendo ao espectador todas as razões para a rivalidade dos primeiros filmes, é para os criadores uma grande alegria. Tatopoulos explica que este filme se foca muito mais nos lobisomens, oferecendo toda uma nova perspectiva.
A não perder para fãs do género.
